De 13 de julho a 14 de agosto, a sede do Banco do Brasil em São Paulo, na Avenida Paulista, será invadida por seres que habitam uma dimensão paralela. O Anima+Games oferece ao público jogos, instalações interativas e animações assinadas por artistas de diversos países, em que os visitantes poderão interagir com as obras por meio de tablets e smartphones.

Com curadoria do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica – FILE, o projeto apresenta 21 obras, sendo 12 assinadas por artistas da França, Alemanha, Japão, Grécia, Canadá, Estados Unidos e República Tcheca. As outras nove foram concebidas pela espanhola Raquel Meyers, convidada especial desta edição, que participa de um bate-papo online com o público na abertura do evento, às 18h.

Theo Triantafyllidis se baseou no conceito do espírito do lugar para criar “Genius Loci AR” (divulgação)

Na opinião da curadoria do FILE, o Anima+Games é uma exposição disruptiva, com árduo trabalho de artistas, mas também programadores. Apresenta como diferencial exemplos daquilo que já é avançado e cultuado por uma nova geração de artistas, provocando a percepção de realidade do público.

Para o Centro Cultural Banco do Brasil, o Anima+Games é uma oportunidade de associar a arte à tecnologia, para ampliar as capacidades humanas, possibilitando a interação e a construção de um imaginário digital.

Destaque da exposição, a artista e performer Raquel Meyers define seu trabalho como KYBDslöjd, sigla que se refere ao termo inglês keyboard (teclado), e a palavra sueca slöjd (destreza, habilidade). O conceito exprime um tipo de datilografia expandida, com que ela cria animações ao vivo em um fluxo contínuo de texto 8-bit.

“Distance” apresenta feridas ocultas do relacionamento vivido por um rei e uma rainha (divulgação)

O trabalho experimental apresenta uma estética retrô e nostálgica, inspirado na Poesia Concreta e na Arquitetura Brutalista. Em seu processo criativo, Raquel utiliza o teletexto, recurso desenvolvido por emissoras de televisão nos anos 70, e um Commodore 64, modelo de computador doméstico criado na década de 1980.

A partir dessas ferramentas, a artista cria mitologias compostas por robôs, zumbis, múmias, vampiros e monstros. “Em suas animações, o ritmo das tecnologias obsoletas é ressignificado e uma nova dinâmica é proposta, como forma de superação do sistema viciante de gratificação instantânea, característico da Era Digital”, comenta a curadora Clarissa Oliveira.

“Samorost 3”, de Amanita Design, apresenta diversos universos coloridos (divulgação)

Para a exposição foram selecionadas as seguintes obras: “Inattention” (2020), “Interlude” (2011), “Fist of Trade [2014] by Hack n’ Trade”, “HYDORAH” (2011), “Jumpin’ on blocks” (2016), “We Live In a Time of Monsters” (2014), “2SLEEP1 ❚❚❚❚❚❚❚ 001 Echidna, moder till alla monster” (2011), “2SLEEP1 ❚❚❚❚❚❚❚ 004. SJÖMAN” (2011) e “20 Years Is Nothing by Hack n’ Trade” (2013).

O Anima+Games é realizado por meio do Edital ProAC Expresso Direto n.º37/2021 e conta com o apoio do Centro Cultural Banco do Brasil.

A Sede do Banco do Brasil em São Paulo (Torre Matarazzo) fica na Av. Paulista 1230, lobby central, Bela Vista. A entrada é gratuita e a classificação etária, livre.