Vera Roesler faz coro aos artistas que escolheram a desafiadora tradução do indecifrável pela simplicidade. A artista redesenha em formas orgânicas dilemas ao mesmo tempo contemporâneos e atemporais, ressignificando a incompletude. É sobretudo a cerâmica – mas também há espaços para telasm cobre, mármore e madeira – que dá voz ao seu discurso alinhado às relações entre os homens e a natureza. São os resultados surpreendentes da argila que arrebatam a artista, suporte de uma simplicidade que preenche seus desejos, em suas próprias palavras.

Suas obras revelam suas inquietudes que pousam sobre as relações interpessoais, sobre uma realidade que caminha a passos largos para uma mecânica rotina e se distancia em igual rapidez do que há de mais humano nas pequenas nuances de todos os dias. Vera Roesler parece tomar para si a cruzada de ocupar o silêncioque ameaça se instalar entre os homens.

Em mais de 20 anos de carreira, Vera realizou exposições individuais na Casa de Cultura Laura Alvim, espaço Cultural dos Correios, SESC adureira e Centro Cultural Candido Mendes; além de participar de coletivas como a 1a. Bienal de Cerâmica do Museu Histórico Nacional, a Exposição Cerâmica Flora e Fauna no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, coletiva da Galeria Paula Unger de São Paulo, entre outras. Vera integra a Enciclopédia Itaú Cultural.

“A escultora Vera Roesler busca na mesma simplicidade que motivou Brancusi dar lugar ao mundo para suas esculturas. Utilizando argila (a pedra em seu estado mais orgânico e maleável), a artista parte para produzir esculturas que brotam como pilosidades, como bulbos que se reproduzem velozmente, clonando-se uns aos outros para ocupar eu espaço no mundo. As pequenas esculturas agrupadas nos dão a sensação de algo que se move, que caminha em várias direções, como seres autônomos. […] ao serem construídas de uma mesma matéria, de aproximadas tonalidades e de um mesmo gesto escultório, compõem, ao final, uma mesma identidade, apesar de manterem-se diferentes entre si. Vera Roesler faz, desta forma, com que suas criações achem o lugar delas no mundo desejo de que se tornem as chaves para a recuperação do seu caráter escultório primordial.”
Paulo Reis.

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