Inscrições para o Prêmio Mimo Instrumental terminam no próximo dia 15

Terminam no próximo dia 15 as inscrições para o Prêmio Mimo Instrumental edição 2018, um incentivo à inovação musical. A premiação contempla anualmente novos talentos da música instrumental, entre 18 e 35 anos, com o objetivo de valorizar jovens artistas nos campos da composição, técnica e estética musicais e que apresentem trabalhos nas categorias de música popular e de câmara, autorais ou não.

Salomão Soares, vencedor do Prêmio Mimo Instrumental 2017

Os principais critérios de avaliação dos candidatos são: a originalidade, o apuro técnico e a inovação estética. Oito artistas ou grupos musicais, de até cinco integrantes, serão selecionados por uma comissão técnica e passam pelo voto popular, que elege os quatro vencedores. Estes se apresentam com destaque na programação oficial do Mimo Festival, dividindo o palco com grandes atrações programadas para 2018. Os vencedores do prêmio serão divulgados no dia 21 de agosto, junto com a programação completa da edição do Mimo em Paraty.

O Festival Mimo de Cinema 2018, que acontece paralelamente à programação musical, também está com inscrições abertas até o dia 03 de agosto. Podem se inscrever produções inéditas que tratem a música como tema central, em formatos curta, média e longa-metragem.

As inscrições

As inscrições para o Prêmio Mimo Instrumental são gratuitas e podem ser feitas exclusivamente por meio de formulário próprio disponibilizado no portal do Mimo Festival – www.mimofestival.com. Os candidatos devem descrever seu trabalho detalhadamente, incluindo histórico e links para vídeos e registro das músicas. O material será analisado pela curadoria junto com profissionais do setor, especialmente convidados para esta seleção. Inicialmente, a comissão escolherá oito trabalhos que serão levados a júri popular. Os quatro artistas ou grupos mais votados serão contemplados com concertos dentro da programação do Mimo Festival no Brasil.

As inscrições para o Festival Mimo de Cinema também são gratuitas e realizadas pelo portal até 03 de agosto. Para a inscrição, é fundamental que os filmes tenham a música, seus personagens e suas histórias como tema, e que sejam produções recentes, finalizadas a partir de janeiro de 2017. A curadoria e programação do festival é feita por Rejane Zilles, e para a seleção dos filmes inéditos são convidados ainda dois críticos de cinema. Uma vez selecionados os filmes, cada cidade ganha sua programação, com pequenas variações de uma para outra, garantindo a pluralidade e dialogando com públicos e circuitos locais.

Foto: Beto Figueiroa

“Bossa 60, passo a compasso”, celebra os 60 anos do gênero musical no Espaço Cultural BNDES

Com idealização de Valéria Machado Colela e curadoria do jornalista e crítico musical Tárik de Souza, “Bossa 60, passo a compasso” traça as mudanças que a bossa nova trouxe na interpretação, ritmo, temáticas e estilo na música brasileira. A abertura da mostra acontece no próximo dia 18.

Em projeto expográfico de Lidia Kosovski, design de Ruth Freihof e desenho de som de Framklim Garrido, será mostrada a bossa em diversas frentes: política, erudita, no exterior, afro bossa, samba jazz e a bossa sempre nova, trazendo o contexto histórico das últimas seis décadas no Brasil e no mundo.

A mostra privilegia a experiência sonora, com ilhas de conteúdo musical distribuídas pelo espaço expositivo. Além da música, o visitante terá contato com a cronologia da bossa, desde seu início até os dias atuais, as letras que mudaram a composição no Brasil, as novas linguagens vocais e a influência do movimento na música em todo o mundo.

A ideia é traçar passo a compasso este roteiro, com riqueza de músicas, e associar o movimento musical com a urbanização do País, a bossa nova como fornecedora de matéria prima cosmopolita, à altura da vanguarda cultural internacional.

‘Bossa 60, passo a compasso’, por Tárik de Souza

‘Quando o brado nada retumbante “Chega de saudade”, da dupla Tom Jobim e Vinicius de Moraes, rasgou a cortina do passado da música brasileira através da voz e do violão dissonantes de João Gilberto, em 1958, o Brasil tinha cerca de 62 milhões de habitantes (hoje passa dos 200 milhões), e desde o começo da década a população urbana suplantava a rural.

Tomava o poder estético uma nova geração, de índole universitária, que reprocessava a influência da cultura ianque, em especial o jazz e a american song, exportadas após a Segunda Guerra, junto com o nosso samba primal e o impressionismo erudito europeu.

A refinada mistura resultante gerou um movimento programático que reciclou nossa caligrafia musical. Do coloquial das letras e o intimismo da interpretação confidente à harmonia elaborada, melodias assertivas e uma batida rítmica característica, calcada no tempo fraco, divisória de águas. Contamos a história dessa revolução, em “Bossa 60: passo a compasso”.

A exposição procura, através das músicas e imagens da época, esmiuçar as transformações ocorridas no país, em paralelo (e, em alguns casos, em parceria) com o cinema novo, e com o teatro de vanguarda, além das artes plásticas, literatura e das mudanças sociais e de costumes.

O percurso da mostra – essencialmente conceitual, como o movimento que retrata – é pontuado por tópicos. Como o samba-jazz, etiqueta colada às experiências mais acendradas da fusão dos dois estilos, nascidos no mesmo ano de 1917, nos EUA (“Dixieland Jass Band one step”) e Brasil (“Pelo telefone”). Sejam elas instrumentais ou cantadas, prorrompem o improviso e a dilatação dos limites habituais da execução. Era um procedimento inovador, até então vedado à dicção convencional da música brasileira. Como enuncia o título, o setor bossa política compila temas engajados dos criadores da bossa, afeitos às turbulências sociais do país – de um curto período democrático pós-Estado Novo até desaguar numa nova ditadura, agora militar. Embora soe pleonástico, ante a óbvia ancestralidade africana da nossa música, o segmento dos afrossambas assim foi batizado por um de seus mais assíduos praticantes, o autointitulado “branco mais preto do Brasil”, o poeta Vinicius de Moraes. Da mesma forma como abriu essa dissidência na centralidade da batida da bossa, ele foi também um dos principais artífices da conexão clássica do movimento, aqui apresentada como bossa erudita, aliás, num clássico do setor, aliado ao mesmo eclético parceiro, o violonista virtuose Baden Powell.

Foi também uma peça teatral do múltiplo Vinicius, Orfeu da Conceição, filmada por um cineasta francês, a responsável pela projeção da bossa no exterior, consolidada pela explosão do manifesto “Desafinado” (Tom Jobim / Newton Mendonça), ainda que através de um registro instrumental de jazzistas americanos. Um deles, o saxofonista cool, Stan Getz, participaria, ao lado de João e sua então mulher Astrud Gilberto e Jobim da explosiva gravação “The girl from Ipanema”, que transformaria a bossa num fenômeno pop internacional. Capaz de contagiar da voluptuosa diva do cinema, Brigitte Bardot, ao papa da canção americana, Frank Sinatra.

Irrigada por tantos afluentes, a exposição deságua num amplo delta – bossa sempre nova. Trata-se de um lounge de degustação sonora para onde convergem talentos novos e consagrados do movimento – além de ícones de outras correntes influenciados por ele – numa comunhão no olimpo da alta qualidade estética. Afinal, é disso que se trata: de uma bossa depurada que se renova a cada virada das décadas’

Como diria Drummond, de moderna, a bossa nova se tornou eterna.

Esse é o escopo da mostra: atestar a perenidade desta revolução.’

O Espaço Cultural BNDES fica na Av. Chile 100, no Centro do Rio. A visitação acontece até 06 de setembro. A galeria fica aberta ao público de segunda à sexta-feira (exceto feriados), das 10h às 19h. Visitas guiadas: de segunda à sexta-feira, às 12h30, quartas e quintas-feiras, às 18h15.

Foto: Acervo Instituto Tom Jobim

ArtRio apresenta galerias selecionadas para os programas Panorama e Vista

A ArtRio chega a sua oitava edição e reforça, entre suas principais metas, a valorização da arte brasileira. O comitê de seleção já definiu as galerias que participarão dos programas Panorama e Vista. A feira acontece entre os dias 26 e 30 de setembro, na Marina da Glória.

As galerias e artistas participantes dos programas Solo, Mira, Brasil Contemporâneo, Palavra e Ida serão definidos pelos curadores.

Em 2018, a feira de arte irá focar na qualidade, inovação e apresentação de novos nomes para possibilitar ao público uma experiência enriquecedora e diferenciada de visitação, possibilitando, também, uma ampliação do colecionismo.

“Temos hoje no Brasil um mercado amadurecido, em total sintonia com as melhores práticas e regras éticas da cadeia global. Nossos artistas são destaques de grandes mostras em países europeus e nos Estados Unidos, e estão presentes em algumas das mais importantes coleções privadas e acervos de museus e instituições. Assim como em outros anos, vamos receber na ArtRio grupos de colecionadores e curadores brasileiros e internacionais”, reforça Brenda Valansi, presidente do evento.

O comitê de seleção de 2018 é formado pelos galeristas Alexandre Gabriel (Fortes D’Aloia & Gabriel/ SP e RJ); Anita Schwartz (Anita Schwartz Galeria de Arte / RJ); Elsa Ravazzolo (A Gentil Carioca / RJ); Eduardo Brandão (Galeria Vermelho / SP) e Max Perlingeiro (Pinakotheke / RJ, SP e FOR).

A ArtRio é apresentada pelo Bradesco, pelo sétimo ano consecutivo, por meio da Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura. O evento tem patrocínio de Stella Artois, apoio do site hoteis.com e apoio institucional da Valid, Bondinho Pão de Açúcar, Bacardi e Estácio. A rede Windsor será a rede de hotel oficial do evento.

Galerias participantes da ArtRio 2018

Panorama

A Gentil Carioca – Rio de Janeiro
Almeida & Dale Galeria de Arte – São Paulo
Anita Schwartz Galeria de Arte – Rio de Janeiro
Athena Contemporânea – Rio de Janeiro
Athena Galeria de Arte – Rio de Janeiro
Bergamin & Gomide – São Paulo
Carbono Galeria – São Paulo
Casa Triângulo – São Paulo
Cassia Bomeny Galeria – Rio de Janeiro
Celma Albuquerque – Belo Horizonte
Emmathomas Galeria – São Paulo
Fólio – São Paulo
Fortes D´Aloia & Gabriel – São Paulo / Rio de Janeiro
Galeria de Arte Ipanema – Rio de Janeiro
Galeria Estação – São Paulo
Galeria Inox – Rio de Janeiro
Galeria Karla Osorio – Brasília
Galeria Marilia Razuk – São Paulo
Galeria Millan – São Paulo
Galeria Murilo Castro – Belo Horizonte
Galeria Nara Roesler – São Paulo / Rio de Janeiro / Nova York
Galeria Ralph Camargo – São Paulo
Galeria Superfície – São Paulo
Gustavo Rebello Arte – Rio de Janeiro
Hilda Araujo Escritório de Arte – São Paulo
Luciana Caravello Arte Contemporânea – Rio de Janeiro
Lurixs– Rio de Janeiro
Marcia Barrozo do Amaral Galeria de Arte – Rio de Janeiro
Matias Brotas Arte Contemporânea – Vitória
Mercedes Viegas Arte Contemporânea – Rio de Janeiro
Movimento Arte Contemporânea – Rio de Janeiro
Mul.ti.plo Espaço Arte – Rio de Janeiro
Paulo Kuczynski Escritório de Arte – São Paulo
Pinakotheke – Rio de Janeiro / São Paulo / Fortaleza
Portas Vilaseca Galeria – Rio de Janeiro
Roberto Alban Galeria – Salvador
Ronie Mesquita Galeria – Rio de Janeiro
Silvia Cintra + Box 4 – Rio de Janeiro
SIM Galeria – Curitiba
Simões de Assis Galeria de Arte – Curitiba
Vermelho – São Paulo
Zipper Galeria – São Paulo

Vista

Boiler Galeria – Curitiba
Cavalo – Rio de Janeiro
Central Galeria – São Paulo
C. Galeria – Rio de Janeiro
Espace L & Coleção Finkelstein – Genebra (Suíça)
Gaby Indio da Costa Arte Contemporânea – Rio de Janeiro
Janaína Torres Galeria – São Paulo
Martha Pagy Escritório de Arte – Rio de Janeiro
Sé Galeria – São Paulo

Foto: Filipe Berndt

Rita Lee ganha exposição no BarraShopping

O BarraShopping apresenta até o dia 18 de julho a exposição favoRita, baseada no novo livro da cantora Rita Lee. A mostra, uma realização da Globo Livros, reúne seis fotos inéditas da cantora e compositora brasileira, que foi clicada especialmente para a ocasião pelo fotógrafo Guilherme Samora. As imagens estão expostas no hall de entrada da Livraria da Travessa, localizada no nível Américas. A visitação é gratuita.

Felipe Seixas integra exposição coletiva na Royal Academy of Arts, em Londres

Entre nomes como Anish Kapoor, Anselm Kiefer, Bruce Nauman, Bill Viola, David Hockney e Marina Abramović, o artista Felipe Seixas participa da grande exposição coletiva que comemora os 250 anos da Royal Academy of Arts, em Londres.

“250th Summer Exhibition” fica em cartaz até 19 de agosto a foi construída a partir do tema “Art made now”, mesclando grandes nomes e jovens artistas. Entre os membros do comitê de seleção deste ano estavam Phyllida Barlow, que assinou o pavilhão britânico na última Bienal de Veneza, Cornelia Parker e Tom Phillips. Grayson Perry foi o responsável pela coordenação da mostra.

Felipe Seixas exibe o trabalho “Transição” (2017; na imagem), que explora a relação entre o material e o imaterial na construção da forma.