Pier Mauá transforma guindastes históricos em ponto turístico

Ícone histórico do porto datado de 1968 agrega valor e beleza à paisagem noturna do local

O Pier Mauá ganhou nesta quinta-feira (27) mais um ponto turístico. Isso porque foram reinaugurados dois guindastes datados de 1968 recém-restaurados que prometem abrilhantar ainda mais o local. Tombados pelo município, por sua integração aos armazéns do Porto, os equipamentos receberam tratamento especial da Concessionária. O projeto de iluminação é assinado pela designer Mônica Luz Lobo.

A solenidade contou com a presença do presidente do Pier Mauá, Luiz Antonio Cerqueira, diretora-geral do Pier Mauá, Denise Lima, diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp), Antônio Carlos Barbosa e a designer Mônica Lobo.

De acordo com Denise Lima, o projeto de restauração e iluminação destes guindastes valoriza a região do Porto e resgata sua importância para a cidade do Rio ser o que é hoje.

Os equipamentos que ajudaram a construir a história econômica e sociocultural da cidade com a atividade portuária, não operam há pelo menos 20 anos. Chegaram na década de 50 e na época foram trocados por sacas de café. Os guindastes estão desativados por terem se tornado obsoletos frente às novas tecnologias e estão espalhados por toda a costa brasileira, de Manaus até Rio Grande.

Com o investimento de R$ 200 mil, o projeto de restauração levou 11 meses para ser concluído. A utilização de lâmpadas LED de alta eficiência permitiu manter o consumo de energia total por guindaste em torno de 720 watz, mínimo para uma estrutura deste porte, enquanto o normal seria em média 4 mil watz.

“A ideia e o conceito da iluminação foi a de revelar a estrutura e sua imponência de escala com iluminação branco quente, conferindo ainda alma e vida por meio da iluminação com troca de cor na cabine e haste de carga. Com este recurso, a estrutura se comunicará com a cidade, homenageando datas específicas e proporcionando um espetáculo visual para visitantes da área”, explica Mônica Lobo.

 

FALANDO FRANGAMENTE De Aloisio de Abreu

FALANDO FRANGAMENTE é um espetáculo solo de Aloisio de Abreu, uma espécie de buffet de humor a kilo, onde, em formato de ato variado Aloisio fala e canta assuntos de sabores variados. O ator, como uma espécie de “garçon cênico”, apresenta  os “pratos” escritos numa grande cardápio – na verdade, os assuntos que serão desenvolvidos na cena – e vai falando e cantando: tem Sexo, Língua Portuguesa, Televisão, Cirurgia Plástica, Dança, etc.

O espetáculo iniciou carreira dia 16 de março de 2017 às 21 horas no Teatro Rogério Cardoso, também conhecido como Porão da Laura Alvim, parte integrante da Casa de Cultura Laura Alvim, um espaço da Secretaria Estadual de Cultura/FUNARJ.

Em FALANDO FRANGAMENTE tudo é muito informal e irreverente. O cenário é um quadro negro como um menu de restaurante e o figurino é o preto básico.

No elenco, Aloisio de Abreu, que tambem assina o “menu” de textos. As músicas são de Abreu com auxílio luxuoso dos arranjos de André Poyart.

Em cena, junto com o ator, está o DJ LC Ambient, que, com seu som dançante e contemporâneo, dá um sabor a mais à cena com vinhetas divertidas e música non stop. Abreu e LC interagem quase que o tempo todo.

FALANDO FRANGAMENTE é teatro, é performance, é festa, show, dança, drama e celebração. O cenário é de Beli Araújo, o figurino é assinado por Allinges Tibau, design gráfico de Fernando Gonçalves e Bruno Lamas, dinâmica corporal de Nadia Nardini e Tony Nardini, direção musical de André Poyart, concepção de Abreu, direção de Ricardo Kosovski e produção de Joana Motta.

FALANDO FRANGAMENTE: entre e sirva-se à vontade.

Fotos: Cristina Granato

SERVIÇO

Onde: Teatro Rogerio Cardoso (Porão da Laura Alvim)

Av.Vieira Souto, 176

Quando: de 16/03 a 06/04

Feira de livros de artista TIJUANA no Parque Lage

Evento acontece nos dias 6 e 7 de maio e haverá sessões de leituras em torno e dentro da piscina do Palacete

A Escola de Artes Visuais do Parque Lage recebe pelo segundo ano consecutivo a Feira Tijuana de Arte Impressa. A Tijuana é a primeira feira de livros de artista organizada no Brasil, e chega agora à 15ª edição. Desta vez a feira irá ocupar o hall, as duas galerias da entrada, o salão nobre e o pátio da piscina do Palacete do Parque Lage, com 70 expositores brasileiros e estrangeiros.

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Simultaneamente, na Sala 1, haverá a II Feira de Impressos da EAV, com obras dos alunos dos cursos da EAV que desenvolvem impressos e livros de artista. Nas mesmas datas, o grupo de estudos opinião17 organizado pela Biblioteca | Centro de Documentação e Pesquisa da EAV se reunirá para leituras à beira e dentro da piscina.

Outro destaque desta edição é a participação do projetoRestauro, de Jorge Menna Barreto, que integrou a 32ª Bienal de São Paulo, e levanta questões acerca dos hábitos alimentares e seu impacto no meio ambiente. Restauro, assim como os demais participantes, terá uma mesa na feira e distribuirá um cardápio especialmente preparado para a ocasião.

Idealizada pela Galeria Vermelho, a Feira Tijuana de Arte Impressa, foi inaugurada em 2009, a partir de uma parceria com o Centre National de L’Édition et de L’ArtImprimé (CNEAI, França). Trata-se de um espaço de apresentação, distribuição e comercialização de publicações, livros de artista, gravuras, pôsteres. Conta com a participação de editoras, coletivos e artistas nacionais e estrangeiros. Ao passar dos anos a Tijuana se especializou na produção editorial da América Latina, e hoje trabalha com uma rede de editoras que abrange Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, México, Peru, Uruguai e Venezuela.

A Tijuana Rio receberá editoras de seis estados brasileiros equatro editoras estrangeiras : Microutopias (Montevideo,) Gato Negro (México DF), Instantes Gráficos (Buenos Aires) e La Silueta (Bogotá).

Data: 6 e 7 de maio de 2017
Horário: 12h às 19h
Local: Escola de Artes Visuais Parque Lage (Rua Jardim Botânico, 414, Jardim Botânico, Rio de Janeiro – RJ)
*sujeito a lotação

Realização:

Tijuana. Tel (11) 3138.1525, info@tijuana-vermelho.com.br,facetijuana, instatijuana

Apoio:
Escola de Artes Visuais do Parque Lage / Secretaria de Estado de Cultura RJ
Casa da Glória
Comuna
Pãodeforma
Galeria Vermelho

Athena Contemporânea apresenta “A ponte (onde ele disse que não posso ir)”

A galeria Athena Contemporânea apresenta, a partir do dia 27 de abril de 2017, a exposição “A ponte (onde ele disse que não posso ir)”, com cerca de 20 obras inéditas da artista carioca Joana Cesar, inspiradas no trajeto feito diariamente por ela entre o Jardim Botânico e o Jockey Clube, na zona sul do Rio de Janeiro. Com curadoria de Germano Dushá, serão apresentadas colagens, fotografias, uma videoinstalação e dois vídeos da artista, que sempre teve a paisagem urbana como inspiração de suas obras.

Há cerca de dois anos, Joana Cesar fez a pé o trajeto de um quilômetro entre o Jardim Botânico e o Jockey Clube. Ao passar por lá, ela sentia uma sensação estranha, algo que não sabia explicar e começou a fazer diariamente esse mesmo percurso em busca de respostas. As obras que serão apresentadas na exposição fazem um “mapeamento” dessa área, que a artista passou a chamar de “ponte”, pois ali é uma grande reta, cercada por muros dos dois lados, onde não há prédios ou comércio. “As pessoas usam aquele trajeto para cruzar de um lugar a outro, como uma ponte. Esse trajeto tem a função de ligar dois bairros”, explica a artista, que, mais tarde, pesquisando, descobriu que debaixo da via passa um rio, dando mais sentido ao apelido de “ponte”.

“Se a ponte conecta, inevitavelmente, também se coloca como a medida da distância. Joana trafega pelas pontes — materiais, metafóricas ou mentais — com obstinação. Nesse processo de aventura e repetição, a artista parece querer dissecar tudo que lhe diga respeito, tanto o quanto lhe seja possível. Mas não para que possa entender integralmente cada aspecto do caminho, e sim para que possa vislumbrar a terrível — e implacável — dimensão do distanciamento. O hiato entre partida e chegada, entre ocorrência e percepção, entre código e decifração”, ressalta o curador Germano Dushá.

Em certo momento, após muitas caminhadas, a artista lembrou de um vídeo que havia feito há cerca de 15 anos, exatamente naquele local. Ela estava de carro, quando viu uma figura estranha, que chamou a sua atenção e a fez descer do veiculo. “Era um louco, que usava sandálias de cores diferentes, vestia uma calça molhada de xixi, puxava um galão… Fui andando atrás dele, seguindo e filmando todo o seu trajeto. Em certo ponto, ele parou, sentou no galão que carregava, tirou um espelho da calça e começou a olhar o mundo, o entorno, os ônibus que passavam, através daquele espelho”, conta Joana Cesar. “É com isso que ele cessa o caminhar. É por ali que ele passa a ver o mundo e encarar o outro. O espelho é seu dispositivo de contemplação. O espelho é sua fresta”, afirma o curador. A única palavra que a artista trocou com o andarilho foi quando perguntou seu nome, ao que ele respondeu: José Carlos Telefônica Mundial.

Na exposição, a artista apresentará o filme feito na época, que será mostrado em uma videoinstalação composta por duas televisões colocadas lado a lado: na da direita passará o vídeo como foi produzido e na da esquerda esse mesmo vídeo aparecerá como se estivesse sendo visto através de um espelho. “O vídeo mostra o real e o espelhamento o real, a fantasia”, diz Joana Cesar.

A exposição terá, ainda, seis colagens, com papeis e materiais diversos, em que a artista mistura o mapa real desse trecho do bairro do Jardim Botânico com a sua imaginação, com as suas memórias. “Não uso tinta, são colagens e os elementos, para mim, podem representar cor ou informação, significação. Desta forma, se uso um pedaço de fronha em meu trabalho, isso é para significar algo que dá conforto”, explica a artista.

Haverá, também, fotografias feitas por ela nesse entorno e dois pequenos vídeos feitos no Jardim Botânico em que a artista começou a filmar o que chamou de “natureza transtornada”. Nessas filmagens, ela registra fenômenos naturais que, a principio, não tem explicação, como, por exemplo, uma moita em que somente uma das folhas se mexe com o vento.

“São colagens, fotografias e vídeos que existem por vias objetivas e outras menos claras. Mas em tudo fica marcada a autonomia da artista em suas andanças, e suas relações mais intensas com a imaginação possível, a fantasia extravagante, impregnada na rua. São ações que dão conta do momento em que o acontecimento, o evento, se abre para quem quiser o perceber”, diz o curador.

Durante o período em que fazia a travessia, a artista descobriu um conto da Clarice Lispector chamado “Amor”, que faz parte do livro “Laços de Família”, que fala de uma mulher que, de dentro do bonde, vê um cego mastigando chiclete que lhe chama a atenção, que a deixa transtornada, assim como Joana Cesar ao ver o andarilho. A história se desenrola com a mulher andando justamente no trajeto feito insistentemente por Joana nos últimos dois anos. Partes desse conto estarão nas colagens.

 

SIMONE MAZZER & COTONETE

Uma mistura sonora para ouvidos apurados

Encontro entre cantora e grupo francês de jazz-funk resulta em disco de sonoridade e suingue azeitados. Álbum chega às plataformas digitais no fim do mês

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De um lado uma cantora de voz potente, visceral com o que escolhe cantar (sobretudo no palco) e cujo surgimento na cena musical foi muito festejado. Do outro lado, oito instrumentistas franceses que, dez anos atrás, uniram-se para jam sessions e acabaram formando um grupo devotado ao jazz, funk e ao laid back. A cantora em questão é Simone Mazzer, laureada em 2016 com um Prêmio da Música Brasileira na categoria Revelação e indicada também na categoria Cantora Pop-Rock. E o grupo é o Cotonete, que, sem falsa modéstia e certo bom humor, se apresenta como a melhor banda de jazz-funk dos anos 70 no século XXI. E o encontro entre esses dois nomes resulta num disco diferente daquilo que ambos já fazem – e do que se esperava de Mazzer, sobretudo. Suingado, dançante e  também dolorido e apaixonado. Simone Mazzer & Cotonete é surpreendente e chega às plataformas digitais no fim do mês numa parceria entre o selo europeu Prado Records e a Cajá Arquitetura Cultural. O disco será lançado com shows, dias 25 e 26 de abril no Sesc Copacabana, no Rio de Janeiro; e, dia 4 de maio, no Tom Jazz, em São Paulo.

O CD de estreia de Simone Mazzer, “Férias em videotape”, foi recebido de forma calorosa pela crítica (escolhido pelo jornal O Globo um dos 10 melhores discos de 2015, por exemplo) e pelo público (sobretudo por aqueles que já a conheciam dos shows). Natural que um segundo álbum crie certa expectativa. Mazzer poderia ter optado, valendo-se de sua força cênica, por DVD e CD ao vivo. Seria previsível? Muito. Acontece que a moça não é dada a comodidades. E seu segundo disco é um projeto especial com o Cotonete,  grupo, formado por Florian Pellissier (teclados), David Georgelet (bateria), Jean Claude Kebaili (baixo), Farid Baha (guitarra), Franc Chatona (sax),  Benoit Giffard ( trombone), Christophe Elliot Touzalin e Paul Bouclier (trompetes).

Mazzer e alguns integrantes do grupo se conheceram em 2012, quando ela viajou pela França com projetos teatrais. Mas somente em 2016 resolveram fazer algo juntos. E assim começaram a selecionar as músicas para o repertório. Um disco pode ser algo aleatório para muitos artistas. Uma mistura de referências e influências musicais. Não no caso de Mazzer & Cotonete. E o resultado são 11 faixas que unem temas  brasileiros e internacionais (três francesas e uma em inglês), alguns esquecidos por  terem sido originalmente registrados somente nas vozes de seus compositores ou na dos grupos que os lançaram.

E o repertório traz “Pipoca moderna”, de Caetano Veloso, em nova roupagem que foge do minimalismo (ainda que orquestral) do registro original, de 1975. “Je dois m’en aller” ganhou ar pop retrô  que evoca mais uma Dalida do que o tecnopop do Niagara, grupo que a lançou em 1985. E as escolhas recaem ainda por  “Comment te dire adieu” (Gainsbourg), sucesso na voz de Françoise Hardy,  ou mesmo “Kriola” (Hélio Matheus) e “Se você pensa” (Roberto e Erasmo), gravadas por Wanderléa. Definidas as canções, em julho de 2016, a cantora aportava em Paris para as gravações do álbum, concluídas em duas semanas na Cave Studio.

Esse desejo de projeto coletivo traz releituras antológicas e, por que não?, curiosas. “Bachelorette”, gravada originalmente por Björk,  virou uma marcha-rancho, por exemplo. Já “Eu bebo sim” tem um clima sofisticado que evoca aos dos funerais na cidade americana de Nova Orleans, berço do jazz  nos EUA.

O álbum resulta numa declaração de amor (e de filiação) ao suingue da música negra que sacode o planeta de meados dos anos 70 para cá. É vintage sem ser datado. Saudosista sem ser retrógrado. Um álbum que tem tudo para cativar quem se interessa pelo que é feito hoje em matéria de música no mundo. É apurar os ouvidos e aumentar o volume no som.

Abaixo o repertório de “Simone Mazzer & Cotonete”:

1-Se você pensa (Roberto e Erasmo Carlos)

2- Je dois m’en aller (Muriel Laporte / Daniel Chenevez)

3-Pipoca moderna (Caetano Veloso)

4-Kriola (Hélio Matheus)

5-Ela partiu (Beto Cajueiro/Tim Maia)

6-L’ amour à La plage (Muriel Laporte)

7-É que nesta encarnação eu nasci manga (Luli/Lucina)

8-Eu bebo sim (Luiz Antonio e João do Violão)

9-Comment de dire adieu (Arnold Golant / Jack Gold / Serge Gainsburg)

10-Bachelorette (Björk / Sjón)

11- Onda (Cassiano / Paulo Zdanowski)

Serviço Show:

 

Simone Mazzer & Cotonete

25 e 26 de abril, terça e quarta-feira

SESC Copacabana (R. Domingos Ferreira, 160 – Copacabana.  Tel: (21) 2548-1088)

Horário: 20h30m