“Em polvorosa – Um panorama das coleções do MAM Rio de Janeiro”

O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro inaugura, no dia 30 de julho de 2016, a grande exposição “Em polvorosa – Um panorama das coleções do MAM Rio”, com destaques de seu acervo, com obras de mais de 100 artistas, brasileiros e estrangeiros, selecionadas pelos curadores Fernando Cocchiarale e Fernanda Lopes. A mostra vai ocupar todo o segundo andar do Museu, incluído o Salão Monumental, em uma área de quase 2.500 metros quadrados. O curador explica que a exposição pretende “traçar um panorama das relações da arte brasileira com a arte estrangeira e com o contexto histórico brasileiro”.  Ele destaca que sua primeira preocupação foi a de escolher obras de qualidade inegável, que chama de highlights, como as de Pollock, Keith Hering, Brancusi, Giacometti, Lucio Fontana, Henri Moore, Rodin, Calder, Joseph Albers, Barry Flanagan, Vitto Acconti, Antonio Dias, Cildo Meireles, Nelson Leirner, Ivens Machado Waltercio Caldas; Antonio Manuel, José Damasceno, Artur Barrio, Regina Silveira, Willys de Castro, Hércules Barsotti, Lygia Clark e Hélio Oiticica. E, também, privilegiar artistas “muito conhecidos, mas pouco mostrados”, como Anita Malfati, que “tem desenhos a carvão lindos, pouco vistos”. Ele afirma que “não há um tema, uma ideia pré-estabelecida”.  “As obras não foram escolhidas para ilustrar uma tese ou uma hipótese”, alerta o curador. “Nesta exposição há criações de contextos estabelecidos a partir da escolha de obras em função de sua excelência e qualidade”, diz.  As obras serão articuladas por aproximações estéticas e por épocas, com alas dedicadas aos anos 1920, com o modernismo, aos anos 1950/60, com o abstracionismo, o concretismo, o neoconcretismo, a nova figuração, e à arte contemporânea.

 

Na entrada do segundo andar do Museu, estará um texto sobre a exposição e uma homenagem ao artista Tunga (1952-2016), falecido recentemente, com seu trabalho que dá título à exposição, da série“Desenhos em polvorosa” (1996), em pastel seco sobre papel, pertencente à Coleção Gilberto Chateaubriand/MAM Rio. Outra obra do artista, “Escalpe” (1983/2000), que integra a Coleção MAM, estará também no Salão Monumental.

 

A seguir, o público verá um painel de apresentação da exposição com seis obras, duas para cada uma das três coleções que compõem o acervo do Museu, acompanhadas de textos sucintos. “Homenagem a Fontana” (1967) e “Homenagem a Fontana” (1967/2013), de Nelson Leirner, e “Untitled” (1984), de Keith Haring pertencem à Coleção MAM, que tem 7.606 obras, e reúne o maior número de trabalhos de artistas estrangeiros. Foi formada a partir de doações pessoais, como a da coleção de Esther Emílio Carlos, e também de empresas como a da White Martins – constituída majoritariamente por fotografias –, e ainda por aquisições mediante editais públicos, como o da Petrobras, responsável pelas importantes instalações de artistas brasileiros que estarão expostas. A Coleção Gilberto Chateaubriand, com 6.630 obras, que permite formar um panorama quase completo da produção artística brasileira, desde o modernismo, passando pelas fortes transformações nas décadas de 1950, 1960 e 1970, até as mais recentes manifestações da produção contemporânea.  As obras “Vai-e-vem diagonal nº 2” (1954), de Samson Flexor, e “Sem título, Série Vermelha” (1998/1999), de Rosângela Rennó, ilustram sua importância. E, por fim, a Coleção Joaquim Paiva, que, com suas 1.963 obras de fotógrafos e artistas de diferentes gerações e nacionalidades, abrange a história da fotografia, desde suas vertentes mais documentais até a presente era da imagem digital. Exemplificam sua abrangência as fotografias “Mianmar Miroir” (2006), de Cabelo, e “Half Dome, Merced River, Winter, series Yosemite National Park, California (1938), “Yosemite Valley from Inspiration Point, Winter, series Yosemite National Park, California (1938) “Cathedral Spires and Rocks, Late Afternoon, series Yosemite National Park, California” (1949), e “El Capitan, Winter, series Yosemite National Park” (1950), de Ansel Adams.

Fotos: Paulo Jabur

Marie Mercier inaugura exposição “Olympic Colors”

Nota

Carioca radicada em Londres, Marie Mercier, que trocou a vida executiva pelas artes plásticas e já é reconhecida por lá, abre sua segunda exposição no Brasil, onde homenageia  a união dos povos durante o período olímpico – Olympics Colors – Por Marie Mercier

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Durante o período olímpico no Rio de Janeiro, inúmeras manifestações culturais estarão acontecendo pelo Brasil. Diferentemente do braço esportivo, o cultural não vale medalha. Mas já valeu. A tradição foi inaugurada pelo fundador dos Jogos Olímpicos modernos, o belga Pierre de Coubertin, em Estocolmo, em 1912. Coubertin fez o que considerava uma de suas grandes contribuições para o evento que ele criara: a inclusão das categorias música, pintura, arquitetura, escultura e literatura. A visão de Coubertin era criar a Olimpíada Moderna nos moldes dos Jogos Olímpicos antigos. Então, sentiu que os jogos deviam incluir artes.

É neste embalo que a artista plástica Marie Mercier, que deixou o Rio há 10 anos para estudar antropologia na New York University, volta à cidade para abrir sua segunda exposição , com obras inéditas. Nesta mostra, que se difere bastante da primeira, Marie aproveitou a data olímpica para fazer uma reflexão sobre a ligação entre os jogos e a união dos povos, questões universais que vão além do esporte. Sentimentos como a superação de limites, fraternidade, integração, diversidade, alegria, de diferentes culturas e nações se sentindo representadas por seus heróis do esporte, estarão unidos pelos laços olímpicos. E para Marie,  carioca radicada em Londres, é deste sentimento que precisamos neste momento tão complicado não só para o país, como para o mundo. “Precisamos unir forças e é isso que expresso nos trabalhos desta exposição”, conta a artista.

Olympics Colors – Por Marie Mercier” traz duas telas grandes, três medalhas, ocupando a mesma altura no espaço – sem a hierarquia formal do pódio – reforçando a questão da igualdade em uma paleta metálica de nuances e tons de ouro, prata e bronze, em madeira e aço reciclado, e o destaque da mostra: O símbolo olímpico, composto por cinco aros de aço reciclado e telas menores que fazem parte da obra. Como as cores da imagem concebida por Coubertin, em 1913, representa a união dos cinco continentes, Marie pintou em suas telas traços e características marcantes desses diferentes povos, todos unidos entre os aços em cobre. Em uma profusão de cores, ondulações e intervenções, espessas camadas de tinta reinterpretam o vigor de uma corrida olímpica, percorrendo os quatro cantos do mundo. Do caos da explosão à vitória, em segundos.

A exposição acontece no Riso Bistrô, em Ipanema.

“A cada trabalho, é nítida a presença gestual e intensa de sua autora. Seu amor pela cidade, sua luminosidade e espírito carioca são elementos recorrentes, que nem uma década morando no exterior conseguiram diminuir. Eles reverberam tropicalidade em suas telas. E em busca de uma produção sustentável, mas também marcada pela brasilidade (em diálogo com sua formação em Antropologia e carreira no setor de energias renováveis), a artista optou pelo uso de materiais reciclados ou reutilizados como suporte para algumas séries de obras. Assim, temos telas em linho cru, madeira e aço, em seu segundo ciclo de vida”, completa Dominique Valansi, que assina o texto da mostra.

Evento Rosa Kochen no CasaShopping

Nesta quarta-feira (27 de julho), a empresária Mônica Kochen recebeu arquitetos e decoradores em sua loja Rosa Kochen, no CasaShopping, para apresentar a nova coleção de objetos, luminárias e móveis. A dupla de arquitetas Cristina e Laura Bezamat criou uma vitrine inspirada nas Olimpíadas especialmente para a ocasião. Confira os profissionais que marcaram presença no evento nas fotos de Ari Kaye.

Adriano Mangiavacchi comemora 75 anos com exposição em homenagem ao Rio

Desde quando “descobriu” o Brasil, no início da década de 1970, o italiano Adriano Mangiavacchi se encantou pelas belas paisagens cariocas. Instalou-se no Rio de Janeiro, formou família, se dedicou à arte e participou de diversas exposições por aqui e no exterior. Em 2016, ao completar 75 anos de vida e 35 de carreira, decidiu fazer uma homenagem à cidade que o acolheu e apresenta a individual Mangiavacchi – Anéis no Rio, a partir de 26 de julho, na Galeria Patricia Costa, em Copacabana.

Na mostra, o artista apresenta 12 pinturas inéditas, todas produzidas em 2015 e 2016, com dimensões que variam entre 90 x 90cm e 1,80 x 1,80cm, e com o mesmo título, “Desejo de Paisagem”. As formas anelares, tema de pesquisa do artista desde 2005, desta vez aparecem com força total em suas obras, numa referência aos Jogos Olímpicos na cidade.

“Os anéis já fazem parte do meu trabalho há mais de uma década e permitem inúmeras possibilidades de expressão. Nesta produção os imaginei como forma de união, de ligação entre o que se vê e o que se sente. São os símbolos de distinção entre o que se sabe e o que se imagina”, explica o artista.

Mas os anéis não eram suficientes para expressar o amor do artista pelo Rio e, diante da bela vista de seu ateliê, em Vargem Grande, Adriano Mangiavacchi não resistiu às curvas dos morros e montanhas cariocas e as trouxe para suas pinturas. “Depois de muitos anos com trabalho voltado para as cenas urbanas, quero exaltar a criatividade da natureza expressa através de suas infinitas e sempre diferentes paisagens”, diz. “Gosto de imaginar as poderosas forças telúricas que moldaram essas formas tão assombrosas e ao mesmo tempo tão sensuais”, resume Mangiavacchi.

Sobre o artista – Adriano Mangiavacchi nasceu em Roma, em 1941, e formou-se na  Academia de Brera, em Milão. Chegou ao Brasil em 1970. Poucos anos depois frequentou o curso do artista Luiz Aquila, em Petrópolis, e assumiu de fato a pintura.

Já participou de mais de 30 exposições coletivas e 14 individuais, sendo a última delas em 2013, na Galeria Patricia Costa. Suas obras integram algumas coleções importantes, entre elas João Sattamini, Gilberto Chateaubriand, e dos bancos Safra e Icatú.

Serviço – Mangiavacchi – Anéis no Rio

Abertura: 26 de julho, às 19h

Período da mostra: 27 de julho a 20 de agosto

Local: Galeria Patricia Costa – Av. Atlântica, 4240, loja 226, Shopping Cassino Atlântico, Copacabana. Tel: 2227-6929.

Horário de funcionamento: De segunda a sexta-feira, das 11h às 19h. Sábados, das 12h às 18h.

Entrada gratuita

Fotos: Marco Rodrigues