Um Olhar
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Vinícius Chiappeta

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Nascido em uma família de comerciantes em 1981 (Niterói -RJ-Brasil), Vinicius Chiappeta Braga iniciou seu caminho no desenvolvimento da linguagem artística nos primeiros anos da década de 90, buscando possibilidades técnicas para expressão de seus trabalhos. Os primeiros estudos de grafismo foram acompanhados por Giovanni Gargano Breder (1952- ), artista plástico expressivamente cubista. Em 1994, com a necessidade experimentar outro suporte, surgiram os primeiros estudos escultóricos autodidata , quando criou miniaturas a partir das primitivas técnicas de entalhe em madeira. Utilizou como suporte a madeira macia que revestiam os clássicos lápis escolares. Assim, surgiram inúmeras e curiosas figuras e grupos escultoricos, utilizando apenas o material em torno do grafite. Na mesma época, influenciado pela cultura de artes e oficios japonesa, confeccionava pequenos origamis, criados a partir de selos de IPI , comuns em embalagens de maços de cigarros, reproduzindo TSURUs e conchas em dimensões milimétricas. Mais tarde, em conflito com a continuidade de sua própria produção, dedicou-se até a idade adulta ao restauro de esculturas de antigas de outros artistas, adquiridas em feiras de rua, apolices e leiloes. Aprendeu, desenvolveu e aplicou variadas técnicas para o resgatar a existencialidade dessas obras.

Esteve em Londres entre 2002 e 2003, participando no Harrow Arts Centre, de aulas sobre estilística textual para veículos de comunicação no idioma inglês. formou-se Bacharel em Ciência da Comunicação Social pela FACHA em 2006, publicando, posteriormente uma pesquisas relacionadas ao mercado exibidor de cinema no Brasil, entitulados, "Grupo Severiano Ribeiro : 90 anos de cinema" Editora Record 2007" e "O Rei do Cinema" E. Record 2008.

Na Argentina, em 2007, dedicou-se a aprendizagem da língua espanhola pela Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade de Buenos Aires, tomando contato, ao mesmo tempo, com técnicas aplicadas na arte decorativa argentina. Nesse período interessou-se pelo Fileteado Portenho, tendo aulas particulares sobre o tema com o artista Gustavo Ferrari (1982-). Em 2008, após anos de imersão em tratamento psicanalítico, decide retomar sua produção autoral, interrompida na adolescência. dedicou-se a pesquisas mais aprofundadas sobre a anatomia humana e animal para melhor domínio da modelagem de peças, inspiradas em seres animados, orgânicos e as coisas realistas como portraits, participando de alguns workshops oferecidos pelo escultor Israel Kislansky (1965 - ), em uma de suas passagens pelo Rio de Janeiro. Nesta caminhada, encontrou parceiros em sua cidade natal que o acolheram em seus ateliers, colaborando para sua retomada. Estes foram o escultor Paulo Guilherme Versiani Formaggini (1947 - ) e a pintora Candida Boechat (1951- ).

No atelier de Paulo Formaggini aprendeu técnicas para a moldagem de suas esculturas, implementando tambem os metodos classicos de prensagem em fibras de papel Kraft, resultando assim em uma sequencia de máscaras, com base em figuras pigmentadas com esmaltes, trazendo elementos sentimentais do autor. Assim Vinicius também pode desenvolver sua própria cera de modelagem, adaptada a realidade espacial de seu pequeno atelier, substituindo a argila. Entre os anos 2012 e 2015, realizou um busto inspirado pelas características físicas de sua mãe intitulado "A Nadadora".

Em 2012, pós-graduou-se em Design de Joias e Ourivesaria pelo Departamento de Artes e Design PUC - Rio / Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, seguindo seus estudos técnicos em ourivesaria até os dias de hoje, sob supervisão de Dimas Aldea.

A produção joalheira de Vinicius Chiappeta busca através de projetos conceituais, estéticos e simbólicos, aplicar ao design a representação do universo existencial do artista. Esta perspectiva faz da joia o objeto que possibilida o encaixe na relação entre o espectador e a construção em torno de sua auto imagem. Pertencimento, desejo, decisão e expectação são palavras chave que agregam o conceito dos acessórios concebidos por sua marca, Box Sixty-Nine. A produção em design de joias tornou possível ao artista usufruir das proporções espaciais do corpo humano como suporte para criar suas obras, seguindo assim a mesma concepção das mascaras que são esculturas próprias para vestir.
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